O silêncio de Bolsonaro

Desde que estourou o escândalo da movimentação bancária atípica (no montante de 1,2 milhão de reais em 12 meses) dos seus assessores parlamentares, todos da mesma família, o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, repete a ladainha: ele não está sendo processado, está á disposição das autoridades e é o maior interessado no esclarecimento. Mas não dá a consequência lógica dessa intenção: autorizar a quebra do seu sigilo bancário e se apresentar espontaneamente para esclarecer tudo que lhe for perguntado. Assim ajudará a acabar com as especulações e limpará o seu nome e o do pai e de toda família. Como todos sabem, o pior é o silêncio. Ele pode ser interpretado como a admissão implícita de culpa.


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