O custo da roubalheira

(Piblicado no blog em 9 de novembro de 2014)

A Petrobrás já foi a segunda maior empresa petrolífera do mundo, abaixo apenas da americana Exxon, e das maiores independentemente da natureza da sua atividade. Hoje, é um terço menor do que a estatal colombiana Ecopetrol, que tem reservas nove vezes inferiores às da brasileira, constituindo seu maior bem patrimonial.

Durante o governo de Dilma Rousseff a Petrobrás perdeu quase dois terços do seu valor, baixando de R$ 510 bilhões para R$ 181 bilhões, segundo dados apresentados por Miriam Leitão na sua coluna em O Globo, não contestada pela estatal nem seus porta-vozes e aderentes.

Essa perda espantosa foi causada pela má administração da empresa a partir do seu maior aparelhamento político pelo PT, que deixou à distância as manipulações políticas dos governos anteriores e seus esquemas malignos de subtração de dinheiro público.

Tal interferência se revelou através do escândalo provocado pelas revelações do seu diretor de distribuição, Paulo Roberto Costa, e seu parceiro de trambiques, o doleiro Alberto Youssef, ao qual devem se juntar outros candidatos à delação premiada como salvaguarda para a punição dos seus crimes. A quanto chegou o prejuízo causado à petrolífera nacional por essa quadrilha de malfeitores, incluindo os políticos beneficiários, em grande medida na origem de tudo isso?

Os bilhões dessa conta não permitem qualquer forma de condescendência com a ação desses malfeitores. É questão séria demais para se restringir à esfera política. É crime de lesa-pátria. Tem que ser tratado assim, não importam as interferências e manipulações de estilo.

O Brasil já sabe que seu lugar de honra no universo da sociedade humana permanecerá inalcançável enquanto sofrer dessa doença. Não é apenas – nem principalmente – por profilaxia moral, recurso sempre usado pelos falsos moralistas. É por cálculo econômico mesmo – e civilizatório.


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