Denúncia contra Bolsonaro

O jornal O Estado de S. Paulo publica, na edição de hoje, uma denúncia grave que atinge o deputado estadual, eleito em outubro, Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro. Dados do Conselho, unidade do governo federal que controla a atividade financeira dos bancos, registrou uma movimentação na conta de produção de José Carlos de Queiroz, assessor de gabinete do parlamentar.

Em 12 meses ele trouxe 1,2 milhão de reais, valor incompatível com a renda. Também é estranho, mesmo sendo soldado da equipe da PM do Rio de Janeiro, ganhando R $ 12,6 mil, e ao mesmo tempo, ficou lotado como avaliador da Alerj em R $ 8,5 mil.

Mais como que ao mesmo tempo, um funcionário do Fluxo de Caixa de Informação, foi o responsável por mais de 10 anos como segurança e motorista do deputado, “com quem tem uma relação de amizade e confiança”.

No dia 16 de outubro, logo após a publicação da Operação da Onça, “o pedido”, foi exonerado do gabinete “para tratar de sua passagem para uma inatividade”, segundo o gabinete. A movimentação atípica foi feita em operação, realizada no mês passado, que deu entrada na prisão de 10 deputados estaduais, não incluindo Bolsonaro.

Reproduzindo uma matéria do  Estadão , à espera das devidas explicações por quem de direito.

Um relatório do  Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com  uma movimentação atípica de R $ 1,2 milhão em uma conta sem nome de um ex-assessor do deputado estadual e senador  Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)  - filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro - entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

O documento foi anexado ao Ministério Público Federal, em  conformidade com a Lei de Administração Pública do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) .

Fabrício José Carlos de Queiroz foi exonerado do armário de Flávio Bolsonaro no dia 15 de outubro deste ano. Registrado como assessor parlamentar, Queiroz é também policial militar e, além de dirigir, atuava como segurança do deputado.

O Coaf informou que foi o comunicado das movimentações de Queiroz do banco porque são “incompatíveis com o patrimônio, uma atividade econômica ou uma capacidade de negócio e uma financeira” do ex-assessor parlamentar.

O relatório também foi apresentado como sendo o conteúdo de um tipo de serviço, embora seja uma questão de “funcionalidade é uma utilização de outros instrumentos de transferência de recurso”.

O nome de Queiroz consta da folha de pagamento da conta de pagamento antecipado de R $ 8,517. Ele era lotado com a carga de comissão de Assessor do Parlamentar III, símbolo CCDAL-3, no gabinete de Flávio Bolsonaro. Como o relatório do Coaf, ele ainda acumulava mensais de R $ 12,6 mil da Polícia Militar.

Funcionários

Nem Flávio Bolsonaro nem o seu ex-dirigente foi alvo da operação que prendeu dez deputados fluminenses, deflagrada no dia 8 de novembro. O Ministério Público Federal investiga o envio de relatórios estaduais em um esquema de pagamento de “mensalinho” na Assembleia.

A Queiroz foi citada em uma pesquisa por meio do Coaf mapeou, um pedido dos procuradores da República, todos os funcionários e ex-servidores da Aliança dos Cidadãos, em seus comunicados sobre os negócios.

Para traçar um padrão entre as movimentações financeiras, em parte utilizadas para pedir a prisão de funcionários da Alerj, o Coaf organizou os dados em uma lista com 22 nomes. O motorista de Bolsonaro é o 20.º no documento de 422 páginas que reúne informações sobre R$ 200 milhões em transações realizadas em contas de funcionários da Alerj. Na conta em nome de Queiroz, o Coaf identificou a movimentação de R$ 1,2 milhão no período de 12 meses.

O Coaf é a unidade responsável por monitorar e receber todas as informações dos bancos sobre transações suspeitas ou atípicas. Pela lei, os bancos devem informar qualquer transação que não siga o padrão do cliente. Quando a transação é em dinheiro, o banco informa sempre que o valor for igual ou superior a R$ 50 mil.

Michelle

Uma das transações na conta de Queiroz citadas no relatório do Coaf é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. A compensação do cheque em favor da mulher do presidente eleito Jair Bolsonaro aparece na lista sobre valores pagos pelo PM.

“Dentre eles constam como favorecidos a ex-secretária parlamentar e atual esposa de pessoa com foro por prerrogativa de função – Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil”, diz o documento do Coaf.

Ao longo de um ano, o órgão também encontrou cerca de R$ 320 mil em saque na conta mantida pelo motorista do filho de Bolsonaro. Desse total, R$ 159 mil foi sacado numa agência bancária no prédio da Alerj, no centro do Rio. Também chamou a atenção dos investigadores as transações realizadas entre Queiroz e outros funcionários da Assembleia. O documento lista todas as movimentações e seus destinatários ou remetentes.

Os técnicos do órgão também receberam informações sobre transações consideradas pelo órgão como suspeitas após janeiro de 2017. Segundo o Coaf, entre fevereiro e abril do ano passado, o banco comunicou sobre 10 transações “fracionadas” no valor total de R$ 49 mil que poderia configurar uma “possível tentativa de burla aos controles”.

“A conta teria apresentado aparente fracionamento nos saques em espécie, cujos valores estão diluídos abaixo do limite diário. Foi considerado fator essencial para a comunicação pela possibilidade de ocultação de origem/destino dos portadores”, afirma o relatório do Coaf. (COLABOROU CONSTANÇA REZENDE/RIO)

COM A PALAVRA, FABRÍCIO JOSÉ CARLOS DE QUEIROZ

Procurado pelo Estado para se manifestar sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor parlamentar do deputado Flávio Bolsonaro, respondeu que não sabe “nada sobre o assunto”.

COM A PALAVRA, O SENADOR ELEITO FLÁVIO BOLSONARO

A chefia de gabinete de Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo PSL-RJ, afirmou que Queiroz trabalhou por mais de dez anos como segurança e motorista do deputado, “com quem construiu uma relação de amizade e confiança”.

A assessoria afirmou ainda que o filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro não tem “informação de qualquer fato que desabone” a conduta do ex-assessor parlamentar.

“No dia 16 de outubro de 2018, a pedido, ele foi exonerado do gabinete para tratar de sua passagem para a inatividade”, informou o gabinete, por meio de nota.

COM A PALAVRA, O PRESIDENTE ELEITO JAIR BOLSONARO

Procurou pelo Estado, uma assessoria do presidente eleito Jair Bolsonaro não respondeu sobre o assunto, nem sobre o cheque no valor de R $ 24 mil a menos em Michelle Bolsonaro. O espaço está aberto para manifestações.

COM A PALAVRA, A FUTURA PRIMEIRA-DAMA MICHELE BOLSONARO

A primeira-dama não foi localizada na quarta-feira, 5. O espaço está aberto para manifestações.


Print   Email