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Muitas são as lendas a respeito da Raça Puro Sangue Árabe, por inúmeros historiadores considerada a mais antiga do mundo. Seus relatos mais antigos datam do ano 1.600 a.C., ou seja, há mais de 3.500 anos em afrescos do antigo Egito. Em uma delas, conta-se que Maomé depois de uma longa caminhada, mandou que soltassem os animais para beber água. Em seguida, chamou-os de volta e apenas cinco éguas o atenderam. Então Maomé abençoou estas éguas e delas descendem as cinco linhagens famosas que compõem os criatórios da raça. 

Outra lenda mais poética, reforçando a ascendência divina do cavalo Árabe, conta que Alá pegou o vento sul e disse: "Vou fazer de ti uma nova criatura. Terás o olhar da águia, a coragem do leão e a velocidade da pantera. Da gazela terás a elegância, do tigre a força e do elefante a memória. Teus cascos terão a dureza do sílex e teu pelo a maciez da plumagem da pomba. Terás o faro do lobo e saltarás como o gamo. À noite serão teus os olhos do leopardo e se orientará como o falcão que sempre retorna à origem. Serás incansável como o camelo e terás o amor do cão pelo seu dono. E por fim, como presente para fazer-te cavalo e chamar-te Árabe, terás a beleza da Rainha e a majestade do Rei.»

A raça Árabe foi introduzida no Brasil na década de 20, em criatórios no Rio Grande do Sul, porém a história registra diversas importações desde o século XIX. Também foi grande importador o Departamento Animal de São Carlos, interior de São Paulo. Inicialmente foi muito utilizada como melhoradora do plantel de equinos de fazendeiros da região. A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Árabe fundada em 1964, reuniu no Stud Book do Cavalo Árabe todos os registros do RS e de São Carlos, dando grande impulso ao criatório nacional. Hoje o Stud Book conta com mais de 35.000 cavalos registrados e mais de 3.200 haras inscritos e distribuídos por todo o país. Lendas à parte, devido às suas características obtidas pela seleção como cavalo do deserto, o cavalo Árabe possui excelente resistência e rusticidade. Muito utilizado para guerras, é um cavalo de coragem e inteligência acima da média. Além disso, o cavalo Árabe, devido à sua prepotência genética (alta capacidade de transmitir características a seus filhos) é muito utilizado para mestiçagem, transmitindo e melhorando características para cavalos de trabalho e esporte. O Stud Book do cavalo Árabe registra os produtos mestiços, sempre oriundos de um pai PSA com uma égua de qualquer raça, ou mestiça árabe, cujo produto deverá conter, ao lado do nome, seu grau de sangue. Os mestiços da raça Árabe têm grande destaque nos mais diversos esportes equestres, como CCE, Hipismo Rural, Hipismo Clássico, Enduro, Rédeas, etc. A raça Árabe foi muito utilizada na história equestre mundial como formadora de outras raças, como por exemplo, Quarto de Milha, Puro Sangue Inglês, Hanoveriano, Trackenher, Orlof, Sela Francês, entre muitas outras.

 

 

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Criadores, proprietários e entidades ligadas ao setor de cavalos no Brasil estão se rendendo à identificação hightech de seus animais, e, se depender do sucesso que o chip vem fazendo, as tradicionais resenhas, carteiras de vacinas e cadernetas de campo tendem a desaparecer. Todo este material cabe, agora, num chip do tamanho de um grão de arroz. Método imparcial de identificação do animal, o microchip é um transponder constituído de um código exclusivo e inalterável, gravado a laser, encapsulado em vidro cirúrgico, microrrevestido em capa de polipropileno biocompatível e anti-migratório. Utiliza a tecnologia de código de barras. Quando escaneado, o transponder envia o número de identificação como um sinal de rádio de volta ao escanner que o decodifica e mostra os dados numa pequena tela similar à de uma calculadora. Além dos dados como nome, idade, sexo, pelagem e marcas próprias do cavalo, alguns chips já permitem a inclusão da ficha clínica, raio X, ultrassom, vacinas, etc.

Como o circuito eletrônico do transponder é energizado apenas quando ele recebe uma frequência de rádio de baixa potência enviada por um aparelho de leitura compatível, sua durabilidade é para toda a vida do animal.

 

 

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Os cavalos árabes são uma das raças mais populares e reconhecidas mundialmente. Eles são animais muito inteligentes, com muito caráter e uma boa resistência. São cavalos que viviam nos desertos e devido a isto são fisicamente adaptados para suportar condições extremas. Fisicamente são muito bonitos e elegantes, também têm ossos densos e fortes, boas patas e boa resistência nos cascos. 

Atualmente estes animais são usados em uma grande variedade de eventos equestres, o que os torna uma das 10 raças de cavalos mais populares do mundo.

 

Passos para Identificar um Cavalo Árabe

 

1. Uma das principais características dos cavalos árabes, é a cauda. Está sempre em evidência e levantada, o que não é comum no resto das raças equinas.

2. Outro destaque, é que têm uma cabeça em forma de cunha, olhos separados, testa larga, narinas largas e focinhos pequenos.

3. São cavalos que não têm uma grande altura, são relativamente pequenos, embora existam exemplares menores ou maiores. As medidas dos árabes costumam estar entre 143 e 153 centímetros, mas como muitos cavaleiros não gostavam dos cavalos pequenos, se cruzaram com outras raças e na atualidade há árabes entre 152 e 162 centímetros.

4. Quanto ao caráter, são animais que têm o "sangue quente", são cavalos atentos, com um caráter muito forte e elétrico. São uma raça muito inteligente, o que faz com que aprendam rápido e bem, mas também os faz ter maus hábitos rapidamente.

 

 

 

 

 

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Embora a origem do Cavalo Árabe ainda seja um mistério várias teorias tentam explicar seu surgimento. Teria sido uma subespécie selvagem que assumiu com o tempo sua forma atual? Teria o homem interferido nessa formação orientando cruzamentos entre várias subespécies?


Embora essas questões ainda sejam alvo de muitas investigações o certo é que existem evidências da presença do Cavalo Árabe já domesticado na Mesopotâmia há cerca de 4000 aC, onde hoje se localiza o Iraque. Também não existem dúvidas de que o Puro-Sangue Árabe é a raça cavalar mais antiga do mundo, uma das primeiras que foram domesticadas e nenhuma outra se compara à sua inteligência, harmonia de conformação e beleza. Mas não foi apenas por essas qualidades que o Cavalo Árabe resistiu a extinção. 
Sua extraordinária capacidade como cavalo de guerra, sua velocidade, resistência e agilidade conquistaram povos e reinos em todo o mundo e esses reinos se esmeraram em mantê-las puras como forma de utilizar seu precioso sangue na criação de tropas para o exército e trabalho através do cruzamento com cavalos locais, dando origem a praticamente todas as raças que conhecemos hoje.
As tribos beduínas do deserto foram as grandes responsáveis pela domesticação e seleção genética das qualidades e da preservação da pureza racial do Cavalo Árabe. Em 700 a.C. havia uma procura generalizada por ele em todo o Oriente Médio e Norte da África. Guerras eram iniciadas com o único fim de obtê-los em maior número possível.
As lutas se sucediam entre assírios, persas, povos das estepes em torno do mar Vermelho até o Egito. Joias, relevos em murais, pinturas em utensílios da época dessas regiões trazem a imagem do Cavalo Árabe muito semelhante a que conhecemos hoje e o integram como um componente de grande importância na cultura e na vida dos povos do deserto. 
Um grande exemplo do símbolo que representa o cavalo na vida dos Árabes pode ser aferido na lenda muçulmana que narra a origem do Cavalo Árabe. A lenda conta que Maomé após uma longa caminhada mandou que soltassem os cavalos para tomarem água. 
No entanto, antes que eles chegassem ao rio para saciarem a sede ele os chamou de volta, apenas cinco éguas pararam, e em vez de seguir retornaram atendendo ao chamado de seu senhor. O profeta então abençoou a fidelidade e obediência dessas cinco éguas e com elas deu início a criação do Cavalo Árabe.